segunda-feira, 20 de junho de 2011

Aloe Vera = Beleza e Saúde

Hidratante, cicatrizante, emoliente e laxante. 

O aloe é uma planta nativa do Este e Sudeste de África. Pertencente à família das Liliáceas, o aloe cresce espontaneamente nos trópicos e é cultivado um pouco por todo o mundo, principalmente na Índia ocidental e na zona costeira da Venezuela.

Acerca do uso medicinal do aloe vera, temos, antes de mais, que fazer uma distinção importante sobre as aplicações desta planta. 

Assim, temos dois produtos principais do aloe: o gel, resultante da expressão da folha carnuda do aloe vera; e o aloés, que é obtido do suco desidratado da folha do aloe vera. De acordo com estes dois produtos, assim temos também aplicações, contra-indicações e recomendações diferentes.

O gel de aloe é rico em água e polissacáridos, como os glucomananos, galactoglucomananos e mananos acetilados. Estes componentes tornam este gel um bom hidratante, emoliente (acalma e diminui a dor e a inflamação) e cicatrizante. Devido à sua acção anti-inflamatória, imunomodeladora e até anti-viral, este gel é ideal para ser aplicado em feridas, queimaduras e até em eczemas e na psoríase.

Além destas propriedades cosméticas e terapêuticas, o gel de aloe vera também é utilizado para preparar uma bebida, à qual a medicina popular atribui propriedades benéficas no tratamento de gastrites, úlceras gastroduodenais e até do cancro.
Os preparados à base de gel de aloe vera devem conter entre 10-70% de gel fresco. Não devem ser utilizados sobre cesarianas nem após laparoscopias, uma vez que, em alguns estudos, demonstraram ter um efeito retardador do processo de cicatrização destas feridas.

Em relação ao aloés, são essencialmente as propriedades laxativas, aquelas que ressaltam da sua aplicação na medicina. O seu elevado conteúdo em compostos antracénicos leva este suco a possuir uma acção estimuladora da secreção da mucosa intestinal e um aumento do peristaltismo intestinal. É a conversão dos compostos hidroxiantracénicos em aloe-emodina-antrona (substância activa) que permite ao aloés ter uma acção laxativa. Segundo a ESCOP (European Scientific Cooperative on Phytotherapy) e a CE (Comissão Europeia), o aloés está indicado nos casos em que é necessário ocorrer uma evacuação fácil com fezes moles. 
O tratamento deverá ser, contudo, de curta duração e torna-se, particularmente, útil nos casos em que existem fissuras anais, e após intervenções cirúrgicas na zona anorectal.

Contra-indicações e Recomendações:
No que respeita a contra-indicações sobre a utilização do aloés, há a salientar que este não deverá ser utilizado nos casos em que existe obstrução intestinal, doenças inflamatórias intestinais (como doença de Crohn, colite ulcerativa), apendicite, dor abdominal de origem desconhecida, hemorróidas, problemas renais, menstruação e em crianças com menos de 12 anos de idade. 
É ainda conveniente que a sua utilização não se faça por mais de 8 a 10 dias seguidos, sem consulta médica. Devido à perda de electrólitos, em particular de potássio, o aloés não deve ser usado em conjunto com medicamentos para o coração, diuréticos e corticosteróides. 
Existem ainda referências que a sua utilização também não deverá ser feita em simultâneo com o alcaçuz (também denominada raiz doce). O aloés não deve ser igualmente utilizado na gravidez e na amamentação.

Quanto às formas galénicas e às doses recomendadas, o aloés pode ser usado sob forma de pó, extracto aquoso e extracto hidroalcoólico, em formas sólidas e líquidas. A forma farmacêutica deve permitir doses inferiores às recomendadas. E a dose individual correcta deverá ser a dose mínima para obter uma defecação cómoda. A ESCOP recomenda que deverão ser preparados com 10-30mg de derivados hidroxiantracénicos, administrados uma vez por dia e à noite.

Apesar do aloe vera ser uma planta com muitas aplicações medicinais, é sempre conveniente não esquecer que o conselho do seu médico, além de fundamental, é, em muitos casos, absolutamente indispensável.

Fonte: Pedro Lôbo do Vale, médico

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