sexta-feira, 4 de abril de 2014

Cogumelo da Luz

O Cogumelo do Sol (Agaricus blazei) ajuda na estimulação do sistema imunitário, na prevenção e regeneração de maleitas cardiovasculares, hepáticas e da pele. Tem também um efeito benéfico no colesterol e ajudar a diminuir os níveis de glicose no sangue e melhorar a resistência à insulina.

Agaricus blazei - Cogumelo do SolÉ conhecido por vários nomes comuns incluindo Cogumelo do Sol, Himematsutake, Royal Sun Agaricus, Cogumelo Amêndoa, Cogumelo da Vida, Cogumelo de Deus, Jisongrong entre outros nomes.
Descoberto há mais de um século na China, é também abundante nos E.U.A e no Brasil. No Japão, este cogumelo é utilizado por milhares de pessoas na culinária devido à sua textura, sabor e cheiro (de amêndoas doces), devido à presença de benzaldeído, álcool benzílico e benzoato de metilo.

Substâncias/nutrientes ativos
Agaricus blazei contém um alto teor de beta-glucanos, conhecidos por estimularem o sistema imunológico. O fungo é usado no Japão e no Brasil na terapia oncológica. Contém também outros polissacarídeos, tais como as alfa-glucanas.

Estudos e pesquisas
As pesquisas sobre os benefícios do fungo são realizadas desde meados do século XX. É uma espécie de cogumelo comestível, conhecido pelas suas propriedades medicinais, existindo estudos que demonstram as suas mais -valias na estimulação do sistema imunitário, na prevenção e regeneração de maleitas cardiovasculares, hepáticas, na pele, etc.
Um estudo efetuado com células animais demonstrou que o Agaricus tem um efeito benéfico no colesterol, inibindo fatores patogénicos e a angiogenese (consiste no desenvolvimento de novos vasos sanguíneos num tecido vivo). Pesquisas em animais sugerem que este cogumelo pode diminuir os níveis de glicose no sangue e melhorar a resistência à insulina.
Uma pesquisa realizada evidenciou a ação de Agaricus na produção de citocinas, como interferons e interleucinas, destacando as suas propriedades antivirais, antibacterianas e antifúngicas em culturas de células.

Clorella
O nome chlorella deriva do prefixo "Chloros" (verde) e sufixo "Ella" (pequeno), referindo-se ao extraordinário conteúdo de clorofila que dá a característica cor de esmeralda-verde. Esta alga apresenta 70% de sua composição da mais pura clorofila, o que faz dela a maior fonte de clorofila no nosso planeta.
A chlorella foi a primeira forma de vida com um núcleo verdadeiro. Em condições de luz solar e água doce fresca.

Substâncias/nutrientes ativos
A Clorella é considerada um super alimento original, é a única alga com estrutura complexa que lhe confere propriedades extras, a sua parede celular apresenta várias moléculas de clorofila. Esta alga não é visível a olho nu, é esférica e depende da fotossíntese para crescer e se reproduzir. Tem uma taxa de reprodução/multiplicação muito elevada, uma célula pode dividir-se em quatro a cada 16/24 horas, necessitando somente de luz solar.
Constituída por: 60% de proteínas (de alto valor biológico) de rápida multiplicação e maturação, 13% de hidratos de carbono, 10% de enzimas, fibras e outras substâncias, 9% de gordura, 6% de minerais/vitaminas bio disponíveis e 2% de clorofila. As suas vitaminas são cobertas por aminoácidos e desta forma o nosso organismo assimila rapidamente. A clorela possui 18 aminoácidos, incluindo os 8 essenciais, contém enzimas digestivas e alguns polissacarídeos, essenciais para a boa manutenção do sistema imunitário, capacidade de comunicação intercelular e identificação de corpos estranhos pelos linfócitos.
É rica em ácidos nucleicos (DNA e RNA), bons para o crescimento celular e anti envelhecimento. Contém também minerais e fibras. Desde que a Clorella é conhecida pelo incremento do conteúdo dos glóbulos brancos (defesa) é considerada uma mais-valia durante e após a quimioterapia, sobretudo na produção de macrófagos e linfócitos T, ajuda também como agente oxigenante do sangue.

Estudos e pesquisas
O interesse pela Clorella surgiu no pós-guerra (II Guerra Mundial) por parte do Japão devido à deficiência alimentar. Estudos efectuados pelo Dr. Hiroshi Tamiya no Instituto Biológico Tokugawa revelaram o seu alto poder nutricional, digestibilidade; a quantidade de vitaminas, minerais e outros nutrientes, por outro lado os seus mucopolissacarídeos presentes na sua parede celular absorvem grandes quantidades de metais tóxicos. As suas substâncias ativas estimulam a formação dos glóbulos vermelhos, influenciando a nutrição, o metabolismo e a respiração. Estudos efetuados no Japão (Sarkar, Hayatsu e Konishi) que demonstraram a ação impulsionadora da Clorella sobre o sistema imunitário, no combate a várias infeções, na recuperação dos tecidos, na proteção e integridade das células e aproveitamento dos alimentos. Uma pesquisa Japonesa desenvolveu estudos sobre a Clorella na promoção do crescimento das crianças e fortalecimento dos seus tecidos por evidência do Fator Chlorella de Crescimento (CGF).
Waladkahani e Clemens em 1990, estudaram os efeitos de fitoquímicos dietéticos no desenvolvimento do cancro, sendo que foi claro o interesse da clorofila no processo de combate ao cancro do colon e de mama, destacando-se a sua ação desintoxicante e no equilíbrio do rácio ácido/base.

Uso recomendado: Tomar 1 comprimido duas vezes ao dia.
Apresentação: Embalagem com 30 comprimidos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Correr três vezes por semana é tão eficaz quanto antidepressivos!

Correr três vezes por semana é tão eficaz quanto antidepressivos!

Quem o afirma é o estudo de uma equipa da Universidade Southwestern (EUA), liderada por Madhukar H. Trivedi, que, pela primeira vez, conseguiu provar que exercícios aeróbicos praticados durante 30 minutos, em média três vezes por semana, diminuem até metade os sintomas de uma depressão moderada.

Estima-se que 150 milhões de pessoas em todo o mundo sofram deste mal, mas apenas 10% destes recebem a terapia adequada.

Para o estudo, o grupo de investigadores seguiu 80 pessoas (dos 20 aos 45 anos), ao longo de três anos, com sintomas moderados de depressão. Os participantes foram divididos em quatro grupos distintos que praticavam exercício em diferentes intensidades.
Aqueles que corriam de forma moderada ou intensa – durante 30 minutos – 3 a 5 dias por semana, tinham uma redução de 47% dos sintomas depressivos após 12 semanas.

No entanto, os participantes que realizaram actividades com menor intensidade (3 vezes por semana), apenas tiveram 30% do proveito e no grupo que realizou exercícios de flexibilidade durante 15-20 minutos, a percentagem foi de 29%.

Segundo a equipa, os resultados da resposta dos pacientes são semelhantes aos obtidos com medicamentos antidepressivos ou mesmo à terapia de comportamento cognitivo.
Para além de todos os benefícios físicos, o desporto é bom para o equilíbrio psíquico: liberta a agressividade, reduz o stresse e a ansiedade, aumenta a oxigenação do organismo e tudo porque libertamos hormonais pelo cérebro, as endorfinas.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt


sexta-feira, 28 de março de 2014

Portugueses estudam poder do agrião no combate ao cancro


Um grupo de investigadores portugueses está a estudar as vantagens fortificantes e antioxidantes do agrião de água nos doentes com cancro, capazes de tornar as células mais resistentes e de abrandar o crescimento das malignas.

"O objetivo é levar a cabo um ensaio clínico em doentes com neoplasia da mama e investigar se as dietas fortificadas com um alimento rico em nutracêuticos, nomeadamente o agrião de água, têm algum tipo de impacto na resistência das células saudáveis aos tratamentos", esclarece Paula Ravasco, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Em declarações à Lusa, a cientista adianta que a fortificação da dieta com esse alimento poderá ter um impacto em termos da resistência do DNA das células e, com isso, na qualidade de vida dos doentes, na manutenção da capacidade funcional e no seu estado metabólico.

A investigação tem por base estudos anteriores, que concluíram que o agrião de água é rico numa substância que pode ter efeitos ao nível da doença oncológica. "O objetivo passa por tentar otimizar a terapêutica antineoplásica e, ao mesmo tempo, tentar reduzir os efeitos adversos dessa terapêutica que os doentes obrigatoriamente têm de fazer", refere a investigadora.

Segundo Isabel Monteiro Grillo, também do IMM, está provado que os doentes com cancro experimentam alterações nutricionais importantes que, "em determinadas circunstâncias, podem mesmo levar à morte", por desnutrição e caquexia.

No entanto, sendo o agrião uma substância tão rica, sobretudo num elemento protetor das células benignas, em vitamina A, C, em complexo B, ferro, magnésio, zinco, enxofre, cálcio, fluor e potássio, acredita-se que este poderá ser um importante bloqueador do crescimento das células cancerígenas.

"Estava na altura de experimentar este produto no sentido de, não só, melhorar o prognóstico da doença, como a resistência ao tratamento e a diminuição da toxicidade das células derivada" da terapia, acrescenta esta especialista.

A investigação vai ter a participação de 200 doentes e resulta da "colaboração entre uma empresa que se disponibilizou para ajudar um instituto de investigação".

Pêssegos inibem metástases no cancro da mama

Os pêssegos têm potencial para ajudar a combater o cancro da mama ao inibir o aparecimento de metástases. A conclusão é de um grupo de investigadores norte-americanos que realizou um tratamento com extratos deste fruto em ratinhos com a doença e obteve resultados animadores.

Os cientistas responsáveis pelo estudo, da Texas AgriLife Research, agência de investigação estatal do Texas, nos EUA, afirmam que uma mistura de compostos fenólicos presentes nos extratos de pêssego conseguem impedir que se formem metástases, uma descoberta particularmente importante já que a maioria das mortes e complicações associadas ao cancro da mama se deve a esse problema.

A equipa, coordenada por Luis Cisneros-Zevallos, administrou extrato de pêssego a ratinhos com um tipo de células agressivas de cancro da mama, as MDA-MB-435, observando "uma inibição de um gene marcador nos pulmões após algumas semanas, indicando uma inibição das metástases", pode ler-se em comunicado.

"Além disso, depois de determinar a dose necessária para observar os efeitos nos ratinhos, calculámos que, para humanos, tal seria o equivalente a comer entre dois a três pêssegos por dia", afirma o investigador, realçando os benefícios do consumo deste fruto.

Este trabalho vem reforçar resultados de estudos anteriores desenvolvidos pela AgriLife e publicados há uns anos, que davam conta de que os polifenóis presentes nos pêssegos e nas ameixas eram capazes de matar, de forma seletiva, as células cancerígenas agressivas do cancro da mama sem afetar as células saudáveis, acrescenta Cisneros-Zavalos.

Dois a três pêssegos por dia podem ser o suficiente.

Embora o estudo tenha sido conduzido com a variedade "Rich Lady", o cientista afirma que a maior parte dos pêssegos, independentemente do tipo, partilham os mesmos componentes ao nível dos polifenóis, que inibem as metástases ao atacar e modular a expressão de um grupo de enzimas denominadas "metaloproteinases".

"A importância das nossas conclusões é muito significativa, porque mostra, 'in vivo', o efeito que os compostos naturais, neste caso os polifenóis dos pêssegos, podem ter contra o cancro da mama e as metástases", sublinha o coordenador da investigação publicada na revista científica Journal of Nutritional Biochemistry.

"[A descoberta] dá-nos a oportunidade de incluir na dieta uma ferramenta adicional para prevenir e combater esta doença terrível que afeta tantas pessoas", refere ainda, garantindo que a equipa está "entusiasmada com a ideia de que dois a três pêssegos por dia possam obter efeitos benéficos similares [aos que se verificaram em laboratório] em humanos".

Apesar dos bons resultados, os investigadores terão ainda de aprofundar esta questão, pretendendo agora continuar a testar estes extratos de pêssego noutros tipos de cancro e na diabetes com vista a compreender os mecanismos envolvidos no papel que desempenham.

Fonte: boasnoticias.sapo.pt


quarta-feira, 26 de março de 2014

Sumo de Espinafre com Laranja


Sumo de Espinafre com Laranja | Já alguém experimentou?

O sumo de espinafre tem função diurética, ajuda na eliminação de toxinas e reduz o inchaço causado pela retenção de líquidos.

Tanto o espinafre como a laranja, são alimentos antioxidantes, ricos em vitaminas e sais minerais, nutrientes essenciais para dietas saudáveis.

O sumo de espinafre é uma excelente fonte de vitamina A e complexo B, possui também propriedades laxativas que estimulam o funcionamento do intestino, diminuindo sintomas como dor e inchaço no abdómen que caracterizam a prisão de ventre.

Receita de Sumo de Espinafre:
- 200ml de sumo de laranja
- Folhas de espinafre
- 1 colher (sopa) de mel

Coloquem todos os ingredientes no liquidificador. Coem se preferirem, acrescentem gelo ou levem para gelar e sirvam em seguida.

terça-feira, 25 de março de 2014

Consumo de probióticos ajuda cérebro a funcionar

O consumo de probióticos pode melhorar o funcionamento do cérebro, sobretudo a nível emocional.
Esta é  a conclusão de uma equipa da Universidade da Califórnia (UCLA), nos EUA, que estudou a ingestão deste tipo de bactéria, através de iogurtes.

O estudo envolveu 36 mulheres com idades entre os 18 e os 55 anos, que foram divididas em três grupos diferentes: um deles comeu um iogurte específico que continha vários probióticos duas vezes por dia, durante quatro semanas, o outro grupo consumiu um produto láteo semelhante ao iogurte, que não continha probióticos e, por sua vez, o terceiro grupo não consumiu nenhum desses produtos.

Estudos anteriores já tinham confirmado que o cérebro envia sinais para o intestino, pelo que o stress ou as alterações emocionais podem provocar problemas gastrointestinais. Este estudo veio confirmar que o processo inverso também se verifica, ocorrendo o envio de sinais do intestino para o cérebro.

Antes e depois das quatro semanas de testes, as 36 mulheres realizaram ressonâncias magnéticas ao cérebro, tanto em estado de repouso como numa situação emocional em que as mulheres viram e compararam uma série de fotografias de pessoas que apresentavam estados de raiva ou medo.

Este teste, que serve para medir os processos emocionais do cérebro, como resposta a estímulos exteriores, tinha sido já aplicada em pesquisas anteriores feitas em animais, revelando uma relação entre a flora intestinal e o funcionamento cerebral.

Através destes testes, os investigadores registaram melhorias na resposta  das mulheres que consumiram iogurtes probióticos, comparativamente às que não consumiram, bem como uma maior conetividade entre uma região do cérebro, conhecida como zona cinzenta periaquedutal, e as áreas cognitivas associadas ao córtex pré-frontal.

Novas soluções contra depressão e outras doenças

Os cientistas da UCLA referem, em comunicado, que esta descoberta pode ser fundamental para desenvolver novas soluções dietéticas ou medicamentosas para melhorar o funcionamento do cérebro e combater doenças como a depressão.

Kirsten Tillisch, professora de medicina na UCLA e líder da investigação, refere que é comum ouvir os pacientes dizerem que se começaram a sentir deprimidos depois de registarem problemas intestinais, o que, como indica o estudo, comprova que “a ligação intestino-cérebro tem dois sentidos”.

Este estudo leva a concluir que a ingestão de bactérias pode ser positivo para o ser humano, não só ao nível do metabolismo mas também em termos do sistema cognitivo e emocional.

Este avanço sobre a compreensão da flora intestinal e os seus efeitos no cérebro pode também ajudar a encontrar formas de manipular os conteúdos intestinais de forma a combater doenças relacionadas com o cérebro, como é o caso do autismo ou das doenças de Parkinson e Alzheimer.

O estudo foi publicado na edição de Junho do jornal Gastroenterology. A investigação foi financiada pela Danone Research e conduzida por cientistas da UCLA e do Gerald Oppenheimer Family Center for Neurobiology of Stress.

Alimentação da mãe tem efeitos irreversíveis na saúde dos filhos


Ingestão de vitamina A é fundamental, mas não pode haver excessos, confirma uma descoberta feita por investigadores portugueses publicada na "Nature".

A alimentação materna tem efeitos irreversíveis no sistema imunitário e saúde dos filhos, segundo uma descoberta feita por investigadores portugueses.
A investigação do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa acaba de ser publicada online na revista científica “Nature”, vem demonstrar que a formação do sistema imunitário está depende da qualidade da dieta da mãe, nomeadamente da ingestão de vitamina A.
O investigador Henrique Veiga Fernandes, que coordena a equipa de investigadores, esclarece que os níveis de vitamina A adequados passam por uma alimentação equilibrada, porque um excesso está associado a riscos.

A equipa de Henrique Veiga Fernandes concluiu que, quando as mães são sujeitas a uma dieta sem vitamina A, os seus descendentes vão ter órgãos linfóides (do sistema imunitário) muito pequenos e terão problemas ao longo da sua vida adulta a combater as infecções a que serão sujeitas (virais ou bacterianas).

"A qualidade da dieta é muito importante, em particular para um micronutriente (vitamina A) que descobrimos ser essencial para a formação das células responsáveis pela formação do sistema imunitário, enquanto estamos no ventre da mãe", adiantou.

O imunologista adverte: "Se há uma alteração no período intra-uterino, essa alteração nunca vai ser recuperada, com consequências muito importantes na vida adulta".

Os investigadores concluíram que "os efeitos a longo prazo da malnutrição materna não podem ser menosprezados".