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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A cafeína é tão eficaz que até as abelhas ficam viciadas!!


Investigadores britânicos descobriram que algumas plantas com esta substância atraem mais rapidamente as abelhas à procura de pólen do que as plantas com um néctar normal.
A descoberta, revelada por cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, mostra que também as abelhas, quando andam à procura de pólen, são mais aliciadas por plantas que contenham cafeína, conta a BBC.
São muitas as plantas que produzem esta substância de forma natural, algumas com o objectivo de afastar animais que, sem isso, poderiam facilmente comê-las como, por exemplo, as lagartas.
Porém, o estudo dos investigadores britânicos, publicado na revista Current Biology, mostra exactamente o contrário, sobretudo no caso das abelhas.
Estes insectos não conseguem resistir ao efeito da cafeína e, por isso, se tiverem de escolher entre plantas com essa substância e plantas com um néctar vulgar, a decisão acaba por ser bastante fácil.
De acordo com a responsável pelo estudo, a tradicional teoria de que, no processo de polinização, existe uma relação de benefício mútuo, no qual o polinizador recebe uma recompensa da planta, pode não ser exactamente assim.
“Este estudo prova que a planta consegue exercer uma certa dominação sobre a abelha, como se estivesse a drogá-la”, explicou Margaret Couvillon.
De acordo com Francis Ratnieks, um dos membros da equipa de investigação, já existiam outras pesquisas que mostravam que a cafeína presente no néctar de algumas plantas melhorava a memória das abelhas para localizar uma determinada flor.
Para descobrir até onde chegam os efeitos desta substância, os cientistas colocaram duas flores artificiais na presença de várias abelhas, uma com um néctar habitual e outra com um composto semelhante à cafeína encontrada em várias plantas.
Também para conseguir o acompanhamento de cada abelha, os investigadores “colaram” uma pequena placa com um número nas costas de cada uma.
Além de voltarem muito mais rapidamente à flor com cafeína, a descoberta mais marcante foi que esta substância fazia com que as abelhas “dançassem” ainda mais.
E com isto não queremos dizer que as abelhas começaram a dançar um tango ou uma valsa. “Dança” para denominar os movimentos que estas fazem quando querem comunicar a outras abelhas a localização de uma boa fonte de néctar.
Depois da exposição à cafeína, os efeitos experimentados por estes insectos também foram uma novidade.
“As abelhas que recolheram o néctar com cafeína continuaram a visitar a planta (por muitos dias), mesmo depois de esta estar vazia”, disse Couvillon à BBC.
“Os efeitos desta experiência de três horas prolongaram-se por muitos dias”, concluiu.
Fonte: http://zap.aeiou.pt

terça-feira, 9 de junho de 2015

E o consumo de cafeína é eficaz no combate à depressão!

Mais um estudo sobre o consumo de cafeína: Esta substância ajuda a combater a depressão!

Uma equipa de 14 investigadores da Alemanha, do Brasil, dos Estados Unidos (EUA) e de Portugal concluiu que o consumo de cafeína é eficaz no combate à depressão, anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

"O consumo de cafeína é eficaz tanto na prevenção como no tratamento da depressão", revela um estudo internacional acabado de publicar na revista da Academia Americana de Ciências 'Proceedings of the National Academy of Sciences' (PNAS), afirma a UC numa nota hoje divulgada.
A equipa de especialistas dos quatro países, que foi coordenada por Rodrigo Cunha, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e docente da Faculdade de Medicina da UC, chegou a esta conclusão depois de, durante seis anos, ter efetuado "estudos e experiências em modelos animais (ratinhos) para avaliar em que medida a cafeína interfere na depressão".
A depressão é a doença com "maiores custos socioeconómicos do mundo ocidental".
Os animais que consumiram cafeína, em doses equivalentes a quatro/cinco chávenas de café por dia em humanos, "apesar de todas as situações negativas a que foram sujeitos", apresentaram "menos sintomas" de depressão do que aqueles aos quais não foi ministrada cafeína, que registaram "as cinco alterações comportamentais típicas da depressão", sublinha Rodrigo Cunha.
Sujeitos a situações de Stress Crónico Imprevisível, isto é, a "sucessivas situações negativas e, por vezes, extremas (privação de água, exposição a baixas temperaturas, etc.), durante três semanas", os animais aos quais foi administrada cafeína diariamente resistiram melhor.
Os animais que não consumiram cafeína revelaram "imobilidade (os ratinhos deixaram de reagir), ansiedade, anedonia (perda de prazer), menos interações sociais e deterioração da memória", acrescenta o coordenador do estudo.
Na segunda fase da pesquisa, "os investigadores identificaram o alvo molecular responsável pelas modificações observadas", tendo concluído que "os recetores A2A para a adenosina (que detetam a presença de adenosina, uma molécula que sinaliza perigo no cérebro) são os protagonistas de todo o processo".
Considerando um estudo anterior realizado nos EUA, no qual Rodrigo Cunha participou como consultor científico, em que "doentes de Parkinson tratados com istradefilina -- um novo fármaco da família da cafeína antagonista dos recetores A2A (fármaco que inibe a atuação dos A2A) -- mostraram melhorias significativas, a equipa decidiu aplicar este medicamento nos ratinhos deprimidos", adianta a UC.
Em apenas três semanas de tratamento, "o fármaco foi capaz de inverter os efeitos provocados pela exposição inicial a Stress Crónico Imprevisível e os animais recuperam para níveis semelhantes aos do grupo de controlo (constituído por ratinhos saudáveis)", sublinha Rodrigo Cunha.
Embora seja necessário efetuar um ensaio clínico, a transposição deste fármaco para a "prática clínica pode ser bastante rápida, assim haja vontade da indústria farmacêutica, porque estamos perante um fármaco seguro, já utilizado nos EUA e no Japão para o tratamento da doença de Parkinson", sustenta o investigador.
O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Departamento de Defesa dos EUA e The Brain & Behavior Research Foundation (NARSAD).
Fonte: Lusa/SOL